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	<title>Bruno Gaspar - Portfolio &#187; cliente</title>
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		<title>Do pré-conceito à mendicância</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 17:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cliente]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, o cliente&#8230; se o NatGeo resolvesse fazer um documentário sobre clientes&#8230; Enquanto não faz&#8230; bom, tenho dois tipos de cliente: o eu-cliente e o meu-cliente. • o eu-cliente recebe tratamento de inepto: é tomado por ignorante, recebe as desculpas mais esfarrapadas, e algumas pseudo-inteligentes, sendo o segundo tipo, facilmente derrubada. Explico: tentando (essa é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, o cliente&#8230; se o NatGeo resolvesse fazer um documentário sobre clientes&#8230;</p>
<p>Enquanto não faz&#8230; bom, tenho dois tipos de cliente: o <em>eu-cliente</em> e o <em>meu-cliente</em>.</p>
<p>• o <em>eu-cliente </em>recebe tratamento de inepto: é tomado por ignorante, recebe as desculpas mais esfarrapadas, e algumas pseudo-inteligentes, sendo o segundo tipo, facilmente derrubada.</p>
<p>Explico: tentando (essa é a palavra certa, tentando) utilizar um serviço de e-mail que não funciona direito há 4 dias, fui tratado como alguém que nunca tinha visto um mouse na frente: perguntas toscas, explicações sem sentido, e um atendimento extremamente lento. Acho que peguei uma séria alergia ao termo &#8220;um momento, por favor*&#8221;</p>
<p>• o <em>meu-cliente</em>, por outro lado, considera que todas as pessoas são lentas de raciocínio; ou isso, ou noção de realidade é um conceito que não alcança o <em>meu-cliente</em>.</p>
<p>O uso de frases, por parte do <em>meu-cliente</em>, como &#8220;isso é facil e/ou rápido&#8221;, &#8220;você faz isso rapidinho&#8221; e ainda &#8220;isso é mole&#8221;, o leva a colocar nós, designers, como digitadores (sem ofender ninguém, por favor); não só pela banalização do que fazemos, mas também como desculpa para pagar uma miséria pelo nosso trabalho.</p>
<p>Claro, ninguém é obrigado a prostituir o  próprio trabalho (pelo menos ninguém em sã consciência, que  gastou grana e tempo de vida estudando. Há exceções, claro), mas convenhamos que é um desrespeito.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><em>* tradução livre: senta aí que eu vou tomar um café pra demonstrar o quanto me importo, já que meu salário independe da qualidade do serviço oferecido.</em></p>
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